METODOLOGIA ABERTA
Como funciona a nota FareTag
A nota A→E mede a flexibilidade real de uma tarifa aérea em três eixos: reembolso, alteração e bagagens. Veja como é calculada, suas fontes e suas limitações.
O barema (100 pontos)
| Eixo | Máx | Lógica |
|---|---|---|
| Reembolso | 40 | Integral = 40 · Penalidade (valor conhecido) = 25 + bônus · Penalidade (opaca) = 20 · Não reembolsável = 0 · Não informado = 0 |
| Alteração | 30 | Gratuita = 30 · Penalidade (valor conhecido) = 18 + bônus · Penalidade (opaca) = 14 · Não permitida = 0 · Não informada = 0 |
| Bagagem despachada | 15 | 1+ incluída = 15 · Não incluída = 5 · Não informada = 0 |
| Completude | 15 | 15 menos 10 por eixo não informado. Penaliza fortemente as companhias que não divulgam suas condições. |
Bônus de penalidade proporcional
Quando o valor da penalidade é conhecido, um bônus é concedido se ela representar menos de 30% do preço do bilhete. Quanto menor a penalidade em relação ao preço, maior o bônus. Isso permite distinguir uma penalidade de 20 € em um bilhete de 400 € (razoável) de uma penalidade de 200 € no mesmo bilhete (punitiva).
Desconhecido e ruim: duas coisas diferentes
Um eixo «não informado» vale 0 pontos — exatamente como um eixo «ruim confirmado» (não reembolsável, não alterável). A diferença está na completude: uma tarifa com condições ruins confirmadas mantém seus 15 pontos de completude, enquanto uma tarifa incompleta é duplamente penalizada (0 no eixo + penalidade de completude). Resultado: a ausência de informação é sempre classificada abaixo do ruim confirmado. Recusamos valorizar o que não podemos verificar.
Limites de nota por incompletude
Mesmo que a pontuação bruta seja alta, a nota final é limitada com base no número de eixos não informados:
- 1 eixo desconhecido: nota limitada a B
- 2 eixos desconhecidos: nota limitada a C
- 3 eixos desconhecidos: nota limitada a D
Este mecanismo garante que nenhuma tarifa incompleta receba a melhor nota. A pontuação numérica permanece inalterada (para comparação), apenas a letra é limitada.
Escala A→E
Fontes de dados
O FareTag cruza dois tipos de dados:
- Dados estruturados (API): condições tarifárias transmitidas pelas companhias pelos sistemas de distribuição (NDC/GDS). Esta é a fonte primária, em tempo real.
- Fichas editoriais: verificações manuais nos sites oficiais das companhias, com data e fonte. Utilizadas para enriquecer os dados quando a API não informa um eixo.
Cada ficha editorial é marcada como «fonte oficial» ou «provisória» (fonte secundária). As fichas têm data e um aviso aparece se a verificação tiver mais de 6 meses.
Limitações conhecidas
- A nota não cobre: taxas de no-show, validade do bilhete, sobretaxas de combustível, nem créditos de milhas/status.
- As condições podem variar conforme a rota, a data e o canal de reserva.
- Os dados da API dependem do que a companhia informa — os eixos «não informado» são sinalizados honestamente.
- A nota é indicativa e não constitui aconselhamento jurídico. Consulte as condições da companhia antes de comprar.
Independência
O FareTag não vende bilhetes de avião e não é afiliado a nenhuma companhia aérea. A nota é calculada mecanicamente a partir das condições tarifárias, sem intervenção humana nem viés comercial.